ANÁLISE AMBIENTAL A PARTIR DO NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO DE 12.651/12: UM ESTUDO DA ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JARU NO MUNICÍPIO DE JARU-RO

Pedro Bruno de Sá Cruz, Juliana Bianca Rocha de Souza, Caio Henrique Patrício Pagani

Resumo


Área de preservação permanente se caracteriza como um espaço territorial em que a floresta ou vegetação deve ser nativa ou não. Na área de preservação permanente deve ser oclusa qualquer exploração econômica, estando à mesma coberta ou não por vegetação nativa. Este estudo teve como objetivo mostrar a realidade em que se encontra a área de APP apresentando, o que o código florestal brasileiro pede reminiscente para proteção do recurso hídrico do município de Jaru, e confrontar com a realidade vivenciada hoje. O estudo utilizou como método sensores OLI/TIRS a bordo do satélite Landsat-8 disponível no catálogo de imagens do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Para o processamento digital e projeção utilizou – se software ArcGIS 10.3.1 versão estudantil,  Geodésico, fuso 20S e Datum SIRGAS 2000. Os resultados obtidos através do processo geoprocessamento na plataforma ArcGIS 10.3.1, foram insatisfatórios na visão ambientalista por apresentar dados que não condiz com o equilíbrio ambiental e compensatória em relação aos agricultores, pois o código flexiona-se para facilitar ao máximo o uso dos solos, a situação encontra-se fora dos parâmetros exigidos por lei 12.651/12 Art. 4°. A área analisada apresenta irregularidade no uso e ocupação do solo, tanto na zona urbana e rural, sintetizando a falta de ciência dos moradores residentes dos locais afetado.


Palavras-chave


Amparo vegetal, legislação ambiental, recurso hídrico.

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